O tempo está passando rápido demais para o meu gosto. O povo nem acabou de tirar as abóboras de cima da mesa, já está colocando a decoração de Natal. A fantasia de Halloween já manda pra lavanderia para dar tempo de usar no Carnaval.
E não é que está rolando mais um filme da série Halloween? O psicopata Michael Myers continua com a mesma máscara com cara de paisagem, matando meio mundo. O tempo não passa para essa gente macabra. O primeiro filme da série foi lançado há 40 anos e esta versão de 2018 conta novamente com Jamie Lee Curtis, a atriz do filme original, vivendo a personagem Laurie Strode, única que escapou ilesa das 11 sequencias.
O filme é produzido por John Carpenter, mestre dos filmes de suspense/terror, que também é o consultor. Quem dirige o novo Halloween é David Gordon Green.
Quem curtiu os anteriores, provavelmente vai gostar deste porque a fórmula continua sendo a mesma. É levar na esportiva e se divertir…para quem acha o Myers divertido…
Outra opção que está entrando em cartaz é um filme nacional que nasceu de uma HQ igualmente brasileira. De autoria de Luciano Cunha e Gabriel Wainer, O Doutrinador apresenta um anti-herói que sai por aí matando políticos corruptos. Simples assim e bem eficientemente, o filme faz uso de todos os clichês do mundo dos heróis e anti-heróis.
Kiko Pissolato é o agente federal, Miguel, que está indo ao jogo de futebol com a filhinha lindinha. A menina é atingida por uma bala perdida e o Sus não consegue salvá-la. Aí, Miguel descobre que a situação chegou a este ponto: violência para todo lado, sistema de saúde falido, etc…por conta de políticos corruptos. Então ele enfia uma máscara contra gás lacrimogênio na cabeça e sai por aí fazendo justiça com as próprias mãos.
Outra dica de mascarado é a série Zorro da Disney, produzida na década de 1960, com Guy Williams e que saiu em DVD. É uma das versões mais charmosas de Zorro, que inspirou os dois filmes em que Antonio Banderas incorporou o icônico herói. Zorro foi criado para uma geração diferente, usava espada contra revólveres… Mas seu bom humor e sua nobreza de caráter ainda encantam. E dá muita vontade de sair por aí deixando a marca do Zorro onde precisa…
Texto: Ana Lúcia Polessi e Arte: Cleverton Gomes (Colaboradores da Coluna Cinema)

